“Tonite Let’s All Make Love in London”
Documentário do diretor britânico Peter Whitehead, de 1967, é um retrato da Swinging london dos anos 60, onde Londres por assim dizer, foi palco da consolidação do pop enquanto produto e estilo de vida tão representado pela imagem.
Peter Whitehead, retrata a época com a sinceridade que apenas aqueles que a vivenciaram seriam capazes, e justamente por isso consegue alcançar tamanha irreverência.
Como na entrevista com uma das que se auto denominavam “dolly girls”, e a questiona sobre suas motivações enquanto “dolly girl”, e a garota afirma apenas querer “fazer o que quer, se divertir sem se preocupar com o amanhã”, nos revela uma juventude que luta por liberdade, que prega igualdade de direitos, e o amor livre, mas também revela, aquilo que um jovem Mick Jagger em depoimento afirma: “...estes que tem tanto tempo de lutar contra a guerra, o fazem pois não sentem fome, pois se sentissem não teriam tanto tempo livre para lutar por coisas do tipo“.
Tem seu momento de extrema beleza quando apresenta Julie Christie, no auge de sua carreira como atriz, afirmando ser extremamente superficial, e através disso, desse registro de sincera auto-definição, acaba revelando uma face da atriz nunca antes vista por uma filmadora, um momento de pura verdade, no mundo da pura imagem.
Pura e adorável contradição, marca de um tempo onde usar drogas, ter cabelos compridos e o rock n´roll ainda tinham algo a dizer…além da imagem.
Documentário presente na “Mostra Peter Whitehead”, do festival de documentários musicais IN-EDIT:
ÚLTIMA EXIBIÇÃO: 28/03, domingo
Hora: 15:00
Local: HSBC Belas artes.
This entry was posted on Tuesday, March 23rd, 2010 at 11:16 am and is filed under Cinema, Música. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
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