Fala galera! Hoje vamos à mais uma crítica de álbum (ainda sinto o peso da palavra “crítica”). Pra quem ainda não viu nenhuma dessas críticas, a idéia é: avaliar discos ou bandas que não costumo ouvir, ou que nem mesmo conheço! Eu diria que são críticas de “primeira ouvida”.
E o álbum de hoje é o “…Like Clockwork”, do Queens of the Stone Age (QOTSA partindo daqui). Essa pelo menos eu já tinha ouvido falar e ouvido algo deles. Meu conhecimento sobre a banda se resume a: 1) “Ah, é aquela banda do cara de barbicha que entrou pelado em algum show no Brasil e rolou algum problema com a polícia”; 2) “Ah, é aquela banda que o tem um clipe com o Dave Grohl”. Sim, só isso. Bora pra review.
Keep Your Eyes Peeled: Sombrio, minimalista e com uma distorção (de guitarra) bem bizarra. Me lembra quando eu plugava uma guitarra que eu tinha no som National do meu pai,
e também algumas bandas da fase 70 do rock progressivo.
I Sat By the Ocean: A mixagem desses caras é bem crua né? Tudo muito direto, com aquele
distorção característica de fita. Gostei do clima mais “estrada” dessa música, boas melodias simples mas bem colocadas.
The Vampyre of Time and Memory: É, acho que esses caras devem ouvir prog. 70’s. Sons de sintetizador analógico, e um piano bem artificial. Uma pena a cadência do piano ser bem clichê (o famoso Im | Im/VII | Im/VI). Mas apesar disso, é boa!
If a Had a Tail: Reverb de mola, dá-lhe! O vocal remete à Joy Division (o que não é algo muito bom na minha opinião). É a música mais nervosa do disco! Finalzinho obscuro, como a música.
My God is the Sun: Pô, essa é boa! É bacana o jeito que ela progride, e essas percussões rolando incessantemente. Melodia foda do vocal, backings sombrios e arrepiantes! Sem dúvida, a melhor música do disco! Que demais.
Kalopsia: A música anterior elevou muito o disco, ficou difícil. Mas essa manteve a qualidade melódica, harmônica e timbristica dela. Que boa surpresa!
Fairweather Friends: Esse quase mellotron do começo eu gostei! Pô, o álbum fica foda à partir de “My God is the Sun” ou é impressão minha? Outra música incrível! O ritmo meio “tercinado” e os solos aproveitando as melhores notas sobre os acordes é incrível! Emocionei.
Smooth Sailing: Ahhhhhhhhhh não… Porque depois de três músicas incríveis vem… Enfim. Aproveitando pelo menos um pedaço dela, o trecho 3:48 até 4:09 é legal.
I Appear Missing: Hummm, aproveitando o mesmo clichê harmônico que comentei anteriormente. Infelizmente, não deu barato.
…Like Clockwork: Ufa! Essa fecha bem o disco, muito bem construída! No nível das melhores do disco. Tem uma coisa floydiana nela que criou um clima muito bom!
Acho que me tornei fã “parcialmente” do “…Like Clockwork” e do QOTSA. Se o disco se resumisse às faixas 5 (My God is the Sun), 6 (Kalopsia), 7 (Fairweather Friends) e 10 (…Like Clockwork), poderia me declarar convertido. Mas hoje, me declaro interessado. Gostei da maioria dos timbres, dessa cara setentista na mixagem e desse clima sombrio (ótima trilha pro filme Ed Wood e só consigo imaginar o rosto do Bela Lugosi por detrás da máscara do drácula da capa).
E o que eu estava mais ouvindo quando ouvi o “…Like Clockwork”, do QOTSA? Era “Pat Metheny Unity Band”, a reunião de mestres que o Pat Metheny conseguiu.
Queens of the stone age, Daft Punk, Beady Eye e mais três bandas que estão lançando disco esse mês e você precisa ouvir.
Quem?Queens of the Stone Age, banda californiana liderada por Josh Homme. O que e quando? “Like Clockwork…“, sexto álbum de estúdio do QOTSA, lançado dia 3 de junho.
Quem?Daft Punk, dupla francesa de música eletrônica formada por Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter . O que e quando? “Random Access Memories“, é o álbum sucessor do disco Human After All lançado em 2005, e foi lançado dia 17 de maio no Itunes. << Confira a Crítica
Quem?Alice in Chains, classiquera grunge dos anos 90. O que e quando?The Devil Put Dinosaurs Here, lançado dia 28 de maio, é o segundo álbum desde 2005 quando a banda voltou a tocar com o novo vocalista William DuVall.
Quem?City and Colour, projeto do canadense Dallas Green, conhecido também como guitarrista da banda Alexisonfire. O que e quando? The Hurry and The Harm, quarto disco com lançamento official realizado ontem, dia 04 de junho.
Quem?Megadeth, metalera desde 1983 liderada por Dave Mustaine, primeiro guitarrista do Metallica. O que e quando?Super Collider, décimo quarto álbum de estudio lançado dia 04 de junho.
Quem?Beady Eye, banda do Liam Gallagher, ex vocalista do Oasis. O que e quando? BE, segundo disco dos ingleses com data de lançamento marcada para dia 10 de junho.
Comentar álbuns. De música. Estranho nunca ter feito isso, pois ouço, estudo e pesquiso muita música. Nunca fiz porque tinha medo de ser injusto, pois já li críticas horríveis (ou melhor, que eu não concordava) sobre álbuns que amava. É, não é uma tarefa fácil.
A coisa mais legal neste desafio é avaliar bandas “à primeira ouvida”, ou mesmo ouvir o que eu não costumo ouvir. Nessa estréia, vou avaliar o último disco da Daft Punk, chamado “Random Access Memories”. Sim, R.A.M.! Sinceramente não conhecia nada de Daft Punk (pelo menos que eu saiba!), então esse álbum vai me apresentar os caras. Chega de papo e vamos lá!
Give Life Back to Music: Opa, peraí, Daft Punk não era música eletrônica? Surpresa a minha ouvindo timbres bastante “acústicos”, um ritmo funkeado e dançante. Praticamente um tributo à disco circa 70.
The Game of Love: Quase uma balada pro pré-coito. Muito bacana os vocoders e o clima quase sexual da música, as intervenções de algo parecido com um rhodes vitaminado com muito reverb e as guitarras trabalhadas no wah-wah. É, o funk parece que vai permear o álbum inteiro.
Giorgio by Moroder: Hein? Não entendi não. Uma faixa só com silêncio nessa altura do campeonato?
Within: Wow! Bonito piano de introdução, cadências muito interessantes. E mais vocoder, com uma melodia bastante marcante. Sinto a presença de um baterista de verdade (nunca se sabe). Ahhhhhh, mas acaba meio decepcionante. A música poderia ter “crescido”.
Instant Crush: Fãs de Daft Punk, vocês me perdoam? Achei bastante repetitiva essa música, sem grande momentos. Mas pra não sair zerado, ela tem um solo de guitarra interessante, com umas dobrinhas e uma cara de amp Fender + Fuzz Face danada.
Lose Yourself to Dance: Olha o funk aí de novo, com uns slaps de baixo discretos porém legais! Dessa vez, vocal sem vocoder! Imagino perfeitamente meus pais se encontrando na “discoteca”, calça boca de sino, bolas espelhadas girando, luzes coloridas e todos batendo palma! Essa até eu dançaria. C’mon, c’mon, c’mon, c’mon!
Touch: Dá-lhe sintetizador analógico! Dá-lhe atmosfera ácida! E você acorda num musical naipe “Jesus Christ Superstar”. Eu já imagino Jesus Cristo dançando à la Tony Manero. Diria que essa é a música mais “progressiva” até agora. Melhor música do álbum (preciso dizer “na minha opinião?”)!
Get Lucky: Peraí, essa música eu já ouvi em algum lugar! Mas gostei não. Ela é muito cíclica. Mas nem tudo está perdido! Lá pelo final aparece umas intervenções vocais com cara de vocoder e Synclavier.
Beyond: Que introdução incrível! Mais funk e vocoder. Hum…, de novo?
Motherboard: Instrumental, ritmo muito bacana, cordas bem pontuadas, cadências e arpejos de muito bom gosto. Musica boa, muito boa! Lembra um pouco os climas “Zero7inianos”. Segunda melhor música do disco.
Fragments of Time: Um crossover de Jamiroquai com Djavan, rhodes e grooveira da boa, solos com timbre moogiano.
Doin’ it right: Já aqui, uma base rítmica com algo parecido com as famosas claps e hi-hatsdo TR-808, e uma repetição quase hipnótica de frases sobrepostas.
Contact: Um fechamento não funk pra um disco bem funk. Música simples, mais um conceito do que qualquer outra coisa. O glissando bem lento do final é pouco angustiante, e é difícil saber pra onde ele vai te levar. E sim, ele te leva pro final do álbum.
Ao término do álbum, não me tornei um fã imediato de Daft Punk, mas me aguçou a tentar conhecer mais, principalmente pelas referências eletrônicas setentistas, pelo groove e pela experimentações bastante conceituais.
E o que eu estava mais ouvindo quando ouvi o R.A.M., do Daft Punk? Era “Themata”, o primeiro álbum dos australianos do Karnivool.
O Queens of the Stone Age, tocou ontem em uma rádio belga duas músicas novas que farão parte do novo disco …Like Clockwork que será lançado dia 04 de junho.
Ouça a versão ao vivo das músicas “I Sat By The Ocean” e “If I Had A Tail”.
Streetlight Manifesto, Deap Vally, Stone Sour, Justice, Deadmau5 e Mutantes entre os seis álbuns lançados no período de abril até agora que você deve ouvir.
Quem?Streetlight Manifesto, ska punk de New Jersey liderada por Tomas Kalnoky. O que e quando?The Hands That Thieve, quinto álbum de estudio da banda lançado dia 30 de abril.
Quem?Deap Vally, dupla de garage rock formada por Lindsey Troy nas guitarras e vocais e Julie Edwards na bateria. O que e quando?Get Deap!, prévia com 4 músicas, lançado dia 9 de abril.
Quem?Stone Sour, banda formada por alguns dos integrantes do Slipknot. O que e quando? Lançado dia 9 de abril, House of Gold & Bones – Part 2, é a continuação do disco lançado ano passado.
Quem?Justice, dupla de música eletrônica francesa, formada Gaspard “Microloisir” Augé e Xavier de Rosnay. O que e quando? Já, o álbum Acess All Arenas, já está disponivel pra audição via streaming.
Quem? Joel Thomas Zimmerman conhecido como Deadmau5, produtor canadense de progressive-house music. O que e quando?At Play In The USA Vol. 1, lançado dia 01 de Maio é a versão americana de compilações do produtor com participação de outros djs.
Quem? Os Mutantes, uma das maiores bandas brasileiras de todos os tempos. O que e quando? Fool Metal Jack, lançado nos EUA dia 30 de Abril, o disco traz 11 músicas em inglês com a nova formação da banda.
Ontem a noite o Phoenix parou no Jimmy Kimmel Live, para promover o novo disco Bankrupt!, e tocou o single “Entertainment” ao vivo.
O Daft Punk lançou oficialmente o single do seu novo álbum, “Get Lucky”, o disco está previsto para o dia 21 de maio.
Depois de uma pausa de 35 anos, o Black Sabbath lançou sua primeira nova música “God is Dead?”, que fará parte do álbum “13“, prometido para meados de junho.