Crítica: 2 Coelhos

February 1st, 2012 / No Comments » / by

Título Original: 2 Coelhos

Ano: 2012

Direção: Afonso Poyart

Sinopse: Edgar encontra-se numa situação natural para a maioria dos brasileiros, espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e o poder público, corrupto e ineficiente. Cansado desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos e corruptos em rota de colisão.
Eventualmente, junto com uma nova (super ou não) produção de muito destaque na indústria cinematográfica também vem um novo maneirismo – em muitas vezes, brilhante e perfeitamente aplicado – criado ou (re)adaptado pelos seus realizadores. Uma abordagem diferente, absorvida para se mostrar algo que, sem o uso de determinado recurso, poderia ficar sem destaque, desinteressante e/ou entediante. Estes invencionismos por sua vez acabam sendo utilizados à exaustão em projetos posteriores (vide a incontável quantidade de cenas que usam o efeito bullet time divisor de águas de Matrix), o que acaba de certa forma estimular a criação de novos e assim por diante, fazendo a grande roda da criatividade continuar girando. O cinema nacional não tende a seguir essa linha, dada a difença de foco, e acaba criando assim na cabeça da grande massa a impressão de que não há dinheiro ou, pior, COMPETÊNCIA disponível neste mercado para que o produto feito no Brasil chegue ao nível de Hollywood. 2 Coelhos prova justamente o contrário.

Com um roteiro estimulante, repleto de reviravoltas e valorizado pela montagem, 2 Coelhos faz uso da não-linearidade já bastante conhecida para contar a história de seus personagens e de suas relações uns com os outros, ao mesmo tempo em que aplica um ritmo frenético que tende a prender a atenção durante toda a projeção sem gerar cansaço. Já a linguagem descontraída é responsável por aplicar “leveza” à película como um todo, até mesmo nas cenas de tiroteio e perseguição, diminuindo a tensão e transformando-as praticamente em cenas de aventura (vale perceber justamente o diferente impacto no espectador se compará-las às equivalentes em Tropa de Elite). Por outro lado essa mesma aplicação de linguagem acaba gerando um ponto negativo, principalmente pelo filme não se manter em um único estilo, transitando assim de animações parecidas com o que já foi mostrado em Sucker Punch a diagramações que ilustram o texto do narrador exatamente como em Mais Estranho que a Ficção. Apesar dessa total incoerência estilosa, a narrativa acabou não sendo gravemente prejudicada – o que não deixa de ser uma agradável surpresa. Read more…

1 pessoa curtiu disso

Trailer: ‘I am Not a Hipster

January 24th, 2012 / No Comments » / by

Um dos primeiros filmes do Sundance Festival 12 esse ano foi o ‘I am Not a Hipster, longa dirigido por Destin Cretton onde Dominic Bogart interpreta um músico que vive em San Diego, e tem que lidar com a visitas não tão bem vindas dos seus pais e irmãs.

O filme tem sido bem elogiado pela honestidade emocional, e as pelas muitas canções que compõe a narrativa.
Sem nenhum diálogo, o trailer a seguir passa bem a estética geral do filme.

3 pessoas curtiram esse post

Trailer: Casa de mi Padre

January 17th, 2012 / No Comments » / by

Dia 16 de março, estréia nos EUA a comédia americana em espanhol, com Will Farrel, “Casa de mi Padre“.

Dirigido por Matt Piedmont, com Gael Garcia Bernal, Diego Luna e Genesis Rodriguez no elenco, o longa foi baseado nas novelas mexicanas que conhecemos bem por aqui.

Armando Alvarez (Will Farrel) é um mexicano que trabalhou a vida inteira na fazenda de seu pai.
Quando a fazenda  começa a passar por dificuldades financeiras, seu irmão mais novo Raul (Diego Luna) resolve voltar para sua terra natal para ajudar nas dívidas.Genesis Rodriguez faz a noiva de Raul, por quem Armando acaba se apaixonando, e Gael Garcia é o chefe do tráfico da cidade que ameaça os negócios da família.

2 pessoas curtiram esse post

Taxi Driver X Michel Gondry

December 24th, 2011 / No Comments » / by

Em 2008 o diretor francês Michel Gondry, lançou o termo “Suecar” no filme Rebobine Por favor / Be Kind Rewind, onde os personagens refilmavam grandes clássicos do cinema fazendo suas própias versões.
E foi isso que ele fez com o clássico Taxi Driver, longa dirigido por Martin Scorsese com Robert De Niro no papel principal.

Em quase 3min de filme, Gondry interpreta o personagem principal, Travis Bickle, e todo sangue do filme original foi subistituido por tinta colorida.

3 pessoas curtiram esse post

Trailer: Kill List

December 20th, 2011 / No Comments » / by

Nesse final de ano anda saindo bastante coisa sobre esse longa de terror inglês, Kill List.
O filme acaba de levar o prêmio de melhor ator coadjuvante para Michael Smiley no British Independent Film Awards, e vem ganhando adeptos e críticos nos festivais por onde passou durante todo esse ano.
Dirigido por Ben Wheatley, o thriller que estréia dia 3 de fevereiro nos EUA, ganhou seu própio trailer:

Um soldado britânico (Maskell) retorna para casa de Kiev, oito meses depois que um trabalho desastroso, e se junta a um velho amigo para pegar um “novo trabalho”. Durante o pertubador serviço para que foram contratados Jay, começa a ter lembranças e ficar paranoico com seu passado.

2 pessoas curtiram esse post

Longboard Girls Crew X Endless Roads 2 – The Island

December 7th, 2011 / 1 Comment » / by

7 meninas skatistas, 1 van, 15 dias, 4.300km, 416 GB de material, tudo isso dividido em um video de quatro capitulos.

No segundo episódio da série Endless Roads, as garotas passam alguns dias na ilha de Mallorca na Espanha, fazendo downhills com locais e aproveitando o cenário da região.

7 pessoas curtiram esse post

No Instagram…

December 6th, 2011 / No Comments » / by

Pra quem tem iphone e quiser seguir o Figurama no instagram, procure pelo username: figurama_
Novidades e fotos rolarão por lá…

5 pessoas curtiram esse post

Crítica: O Preço do Amanhã

November 30th, 2011 / No Comments » / by

Título Original: In Time
Ano: 2011

Direção: Andrew Niccol

 

Tempo.  Algo que todos dizem ter ou não, dependendo do momento solicitado, por mais efêmero que o mesmo seja. Oras, o tempo não é um bem. É algo que passa alheio a vontade de qualquer um, sem alguém responsável por seu controle e ainda assim o mesmo pode ser comprado ou vendido – afinal não é por ele que os empregadores pagam seus empregados? Mas e a sensação de incapacidade de que não há nada que possa ser feito pra diminuir sua velocidade, controlar seu ritmo, revivê-lo? Essa total submissão dos seres vivos a uma “entidade” invisível e intangível, porém tão natural e impiedosa quanto qualquer força destrutiva da natureza – ainda que de acordo com seu próprio TEMPO – é motivo de questionamentos sem fim. Afinal, todas as dúvidas sobre o sentido da vida têm em um dos principais catalisadores o fato de haver um TEMPO limitado para se viver, embora não se saiba quanto e nem o porquê. Mas… e se o TEMPO fosse enfim tangibilizado? E mais: e se o TEMPO fosse pré-determinado e essa quantidade fosse de conhecimento geral e com isso, as pessoas pudessem usá-lo a seu favor? Esse é o interessantíssimo estopim utilizado em O Preço do Amanhã.

Niccol não é um diretor estreante tampouco um roteirista inexperiente. Conhecido por escrever e dirigir obras muito bem recebidas pela crítica e público como Gattaca, O Senhor das Armas e O Show de Truman – além de ter sido um dos escritores de O Terminal , tem seu talento para compor histórias dramáticas já comprovado, mesmo que estes sejam supostamente amenizados em primeiro nível pelo tom cômico de alguns ou romance de outros. Em O Preço do Amanhã, a decisão foi de manter o sci-fi e diminuir consideravelmente o aspecto psicológico. Não que o drama não esteja lá: em alguns momentos ele mostra um pedaço de si, mas ao contrário dos outros trabalhos, na maior parte das vezes ele é subjugado à ação e deixa de ser pano de fundo. Isso não implica em menor credibilidade, afinal o roteiro segue o gênero ao qual se propõe. Read more…

5 pessoas curtiram esse post

Crítica: O Palhaço

November 23rd, 2011 / 2 Comments » / by

Título Original: O Palhaço
Ano: 2011

Direção: Selton Mello

 

A notoriedade do cinema nacional não começou ontem. Desde que os investimentos e esforços foram focados na produção de filmes teoricamente bem construídos, abrindo mão da então padronizada pornochanchada, houve uma ótima safra de bons exemplos – além daqueles que batalharam por uma estatueta do Oscar – que elevou a indústria brasileira a uma posição de destaque. Infelizmente existem aqueles brasileiros que “torcem o nariz” para o produto da casa por simples preconceito – geralmente os mesmos que evitam assistir a um filme argentino, coreano ou espanhol –, porém a cada dia essa manifestação gratuita de ignorância vem diminuindo. Prova disso é a incrível bilheteria de 1 milhão de reais que O Palhaço já arrecadou nestas três semanas de exibição. Incrível, não só pela quantidade de pessoas que assistiram, mas também por acabar não sendo uma história tão original justamente aquela responsável por tamanha atração.

Dizer que O Palhaço é tecnicamente impecável não seria uma verdade, sendo que quase todos aspectos realmente não são merecedores de nenhuma crítica negativa – fotografia, trilha sonora, montagem. Entretanto seu maior pecado reside na supervalorização de personagens somente pelo motivo de serem interpretados por participações especiais, fazendo com que sua exposição em cena seja realmente maior do que o necessário, indicando que a finalidade seria para que o público tivesse tempo de LEMBRAR qual personalidade seria aquela (Ex: Danton Mello e Ferrugem) – técnica utilizada por boa parte dos filmes da Xuxa . O seu timing cômico também é questionável e controverso: durante os espetáculos circenses exibidos no decorrer da projeção ele tende a ser ágil e plenamente capaz de arrancar sorrisos sutis de alguns ou gargalhadas de outros, porém suas tentativas de fazer rir durante as cenas que se passam fora do picadeiro soam enfadonhas, na maior parte coincidentemente pela razão comentada na frase anterior. Read more…

9 pessoas curtiram esse post

Crítica: A Pele Que Habito

November 16th, 2011 / 2 Comments » / by


Título Original: La Piel Que Habito

Ano: 2011

Direção: Pedro Almodóvar

Todos os filmes necessitam de alguma classificação, uma vez que esta define a maior parte do público que vai assisti-lo, bem como sua distribuição mainstream se torna suscetível à sazonalidade dada a tentativa de alcançar uma maior bilheteria – animações lançadas em época de férias escolares são um bom exemplo. Ainda que não haja a obrigatoriedade de que um filme permeie apenas um gênero, a pluralidade deste pode dar um fim trágico a todo o projeto já que muitos temas abordados e mal resolvidos dificilmente são bem recebidos. A Pele que Habito é de difícil categorização justamente por passar por muitos aspectos diferentes, mas com o mérito de atingir o sucesso em todos eles graças à competência recuperada de seu principal realizador.

Ao mesmo tempo em que Almodóvar se tornou um dos principais diretores da atualidade devido à contribuição que vem dando à indústria cinematográfica com suas histórias peculiares e seus personagens mais ainda, existe uma parcela do público que não se sente à vontade com sua forma pouco contida de fazer cinema, mesmo depois de inúmeros sucessos como Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos, Carne Trêmula, Tudo Sobre Minha Mãe e Fale Com Ela. Não é pra menos: seu modo prolixo e pouco objetivo de pensar percebe a influência de cada ação paralela na construção de um roteiro baseado ou não em suas experiências reais, fazendo com que elos mais fracos de uma corrente não sejam esquecidos. O resultado final pode ser pouco apreciado.

Antonio Banderas e Elena Anaya conduzem seus personagens de forma esplêndida. Por mais que inicialmente seja possível sugerir um overacting facial de Anaya, o mesmo acaba sendo compreendido com o desenrolar da trama. Já Banderas mostra total segurança ao compor aquele que poderia ser um dos seus protagonistas mais canastrões, porém o faz com a dose certa de exagero.  Como de hábito, todos os outros são bem representados por seus respectivos atores e têm sua devida função, não sendo desperdiçados de forma alguma, em especial aquele defendido por Marisa Paredes.

Rotular A Pele que Habito é limitar toda a concepção da obra. Sua história se passa em um futuro bem menos distante do que poderia, mas isso só é concebido quando as revelações que envolvem o cirurgião plástico atormentado e dedicado em busca da pele perfeita (Banderas), sua paciente vigiada e adorada (Anaya) e sua governanta misteriosa e cheia de poder (Paredes) chegam ao fim. Os acontecimentos são mostrados em uma ordem cronológica inconstante por um determinado momento, tendo sua abordagem modificada tão logo seu objetivo é atingido. E assim também decorre o restante da película: o que é importante só permanece na tela enquanto sua importância não se acaba, independente do tempo necessário para que aconteça. Dessa forma todas as subtramas são concluídas em sua totalidade, desenvolvendo no espectador a carga emocional exigida para que o riso, a curiosidade, a surpresa e o drama (Por que não?) venham à tona de forma natural enquanto se acompanha a tragicomédia da vida – por mais absurda que se pareça, afinal quem nunca questionou a natureza da alma diante da aparência do corpo?

Mais um pra lista de excelentes, contundentes e/ou questionáveis realizações de Pedro Almodóvar.

9 pessoas curtiram esse post

Fotos do terceiro dia de SWU 2011

November 15th, 2011 / No Comments » / by

Com chuva muita chuva, ontem foi o último dia do festival SWU 2011, confira as fotos de alguns shows:

Faith no More

Powered by Flickr Gallery

Alice in Chains

Powered by Flickr Gallery

Stone Temple Pilots

Powered by Flickr Gallery

Megadeth

Powered by Flickr Gallery

Primus

Powered by Flickr Gallery

Sonic Youth

Powered by Flickr Gallery

5 pessoas curtiram esse post

Crítica: Atividade Paranormal 3

November 9th, 2011 / 3 Comments » / by

Título Original: Paranormal Activity 3

Ano: 2011

Diretor: Henry Joost, Ariel Schulman

Na linguagem cinematográfica, o significado da palavra “franquia” não difere tanto assim daquele utilizado no mercado convencional. Quando um filme atinge uma quantia relevante no faturamento dos estúdios, passa a ser do interesse destes que muitas e muitas sequências sejam feitas até que se caia na desgraça do publico – exemplo: Jogos Mortais. Existem aquelas que, geralmente baseadas em séries literárias, são criadas para que existam continuações independente do seu sucesso na bilheteria, ficando por vezes suscetíveis basicamente ao investimento dos produtores e seu pseudo-respeito aos fãs, como As Crônicas de Nárnia. Por outro lado há aquelas que aparentemente perduram graças à mediocridade e teimosia de distribuidoras e diretores, como Anjos da Noite. E além destas, vê-se exemplos de franquias que dificilmente chegarão ao fim, pois sofrerão os famosos reboots de tempos em tempos: as de super-heróis. Independente do motivo em si, o grande desafio compartilhado por todos os envolvidos na realização destas se resume a manter o interesse do público através de algumas regras óbvias pré-estabelecidas: inserir novos elementos à trama; manter-se fiel ao universo criado; não perder a essência. Nesta nova incursão ao mundo das famílias atormentadas por seres invisíveis malignos, boa parte dessas premissas foi atingida com sucesso.

O principal mérito do primeiro e independente Atividade Paranormal foi a forma despretensiosa na qual o roteiro foi concebido. Utilizando uma abordagem já conhecida desde o lançamento de A Bruxa de Blair e revitalizada com o ótimo [REC], foi adicionada a visão em terceira pessoa, onde a observação frequente dos acontecimentos no quarto do casal acabava por gerar uma aflição crescente e bastante justificada. Dois anos depois de pronto (a versão original foi exibida pela primeira vez em 2007, entrando em circuito no segundo semestre de 2009), a película ganhou o interesse da distribuidora e esta incentivou que o final original fosse alterado para favorecer uma possível série. Conseguiram. Read more…

7 pessoas curtiram esse post

Exposição homenageia o diretor Wes Anderson

November 4th, 2011 / No Comments » / by


Atenção fãs do Wes Anderson: a Spoke Art Gallery, de São Francisco, lançou pela segunda vez uma exposição em homenagem ao diretor.

Desde o último sábado, dia 29, a exposição conta com diversas ilustrações inspiradas nos filmes: Vida Aquática de Steve Zissou, Excêntricos Tenenbaums, Fantástico Senhor Raposo, Rushmore e Hotel Chevalier (cadê Viagem a Darjeeling, produção?).

Veja na galeria algumas ilustras que estão na exposição:

 

Você também pode acompanhar todas as novidades no Facebook da Galeria, onde eles propuseram aos convidados que fossem vestidos como os personagens dos filmes e eles entraram na brincadeira, legal né?

 

3 pessoas curtiram esse post
Giovanna Girioli

Giovanna Girioli

Designer de acessórios, colecionadora de imagens diversas e apaixonada por decoração, moda e felinos. | gigirioli@figurama.com.br

Website - Twitter - More Posts

Um dia com Zombie Boy

November 1st, 2011 / No Comments » / by

A Revista Inked liberou um vídeo com os bastidores da grife Mugler e seu modelo Rick Genes, mais conhecido como Zombie Boy. No vídeo Zombie fala um pouco sobre sua vida, os projetos que está trabalhando e situações que muitas vezes não conseguimos ver diante das câmeras.

O vídeo é dirigido por Michael Hurley e será lançado em Novembro.

5 pessoas curtiram esse post

Crítica: Não Tenha Medo do Escuro

October 26th, 2011 / 3 Comments » / by


Título original: Don´t Be Afraid of The Dark
Ano: 2010
Diretor: Troy Nixey

Pode-se dizer que Guillermo del Toro é uma personalidade realmente dedicada à sétima arte. Além de assumir o papel de diretor (seu curriculum conta com 10 filmes produzidos e um em pré-produção, sendo os maiores destaques O Labirinto do Fauno­ e Hellboy) e roteirista (escreveu boa parte dos filmes que dirigiu, e agora também participa do roteiro de O Hobbit), incentiva novos projetos como produtor (entre eles, o ótimo O Orfanato). Pode-se perceber que sua área de atuação é realmente a criação de universos fantásticos e/ou subvertendo possíveis fábulas infantis, colocando seus personagens em situações de puro terror. Em Não Tenha Medo do Escuro é exatamente isso que é feito junto com Matthew Robbins, ainda que com menos glória.

Nixey, diretor praticamente estreante, faz um excelente trabalho. Sua câmera faz zoom in, zoom out e “navega” nos cenários com fluidez, praticamente se tornando mais um protagonista. Seu dinamismo é tamanho a ponto de proporcionar ao espectador a sensação de realmente estar presente nas cenas, observando tudo o que se passa ao redor com riqueza de detalhes e isso é percebido desde os créditos iniciais.

Katie Holmes e Guy Pearce cumprem suas funções de forma limitada, talvez devido às suas já conhecidas amarras interpretativas, mas ainda assim não se tornam um incômodo no desenrolar da trama. Na verdade, Holmes e a criança-prodígio Bailee Madison (de Ponte para Terabítia) vão ganhando respeito e criando laços com o público a cada nova cena, graças à química entre as atrizes e à empatia que conseguem estimular com quem está sentado no cinema. Parte desse mérito também é de Nixey.

A principal falha da película, que faz com que não se sinta o terror de forma intensa, é justamente a tal ameaça que vive na escuridão e que os personagens acabam despertando na mansão. É difícil não associar a outros filmes que obtiveram sucesso justamente por não levar suas criaturas tão a sério, como Gremlins. As cenas de tensão, embora tenham seu mérito de direção, pecam justamente em criá-la uma vez que o medo praticamente não chega a ser compartilhado por quem está assistindo a tudo. Outro ponto é que como boa parte do objetivo de tais seres já passa a ser conhecida nos primeiros minutos de projeção, a curiosidade acaba sendo saciada, sobrando apenas a expectativa de alguma revelação que mude os rumos da história.

Isso não necessariamente significa que del Toro tenha perdido o ritmo. O roteiro – ainda que previsível em sua grande maioria – apresenta algumas poucas surpresas e consegue envolver, entretanto a falta de uma dedicação maior à trama ou talvez a pura vontade/necessidade de lançar um projeto menos elaborado e mais água-com-açúcar tenha acabado por fazer com que o resultado do mesmo fosse apenas mediano.

6 pessoas curtiram esse post
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...